Um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam, na Arábia Saudita, deixou duas pessoas mortas e outras oito feridas na noite de quarta-feira (21). O balanço foi divulgado pela Autoridade Geral de Aviação Civil saudita.
Segundo o órgão, as vítimas fatais são um cidadão saudita e um indiano. Os feridos apresentam lesões de diferentes gravidades, de leves a graves.
Embora o governo saudita não tenha identificado inicialmente os responsáveis, o grupo rebelde Houthis, do Iêmen, reivindicou a autoria nesta quinta-feira (22), por meio de seu porta-voz, Yahya Saree.
Houthis reivindicam operações militares
De acordo com Saree, o grupo realizou quatro operações militares nos últimos dois dias, utilizando mísseis balísticos e drones. Uma delas teria sido direcionada ao aeroporto de Dammam.
A reivindicação ocorre após outros ataques atribuídos aos Houthis contra aeroportos sauditas. O grupo também havia ameaçado realizar novas ações contra alvos no país.
Após o incidente, a Autoridade de Aviação Civil informou que as operações no aeroporto foram retomadas e que o tráfego aéreo voltou à normalidade.
Conflito entre Houthis e Arábia Saudita se intensifica
Os confrontos entre os Houthis e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo iemenita reconhecido internacionalmente, vêm se intensificando nos últimos meses.
Além de ataques contra aeroportos, o grupo iemenita tem sido associado a ações contra instalações e empresas do setor petrolífero saudita, incluindo a estatal Saudi Aramco. Em resposta, forças sauditas realizam bombardeios contra posições dos Houthis no Iêmen.
A escalada amplia as tensões no Oriente Médio. A Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos, enquanto os Houthis recebem apoio do Irã, o que acrescenta uma dimensão regional ao conflito.
Grupo acusa sauditas de ataques aéreos
O porta-voz dos Houthis afirmou que, nos últimos 100 dias, o Exército saudita realizou mais de 2,9 mil ataques aéreos, que teriam provocado 562 mortes.
Os números foram apresentados pelo próprio grupo e não foram confirmados de forma independente no relato divulgado.
A sequência de ataques e retaliações mantém a preocupação com o agravamento da violência na região, em meio às disputas que envolvem diferentes atores do conflito no Oriente Médio.
Metrópoles