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Zelensky propõe congelar linha de frente para iniciar cessar-fogo com a Rússia

Presidente ucraniano defende interromper combates nas posições atuais e exige garantias de segurança dos EUA e aliados europeus.


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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, propôs congelar a atual linha de frente da guerra contra a Rússia como primeiro passo para negociar um cessar-fogo. A declaração foi feita nesta quarta-feira (21), durante entrevista à emissora norte-americana Fox News, enquanto Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunia com o líder russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo.

Segundo Zelensky, interromper os confrontos nas posições militares atuais pode abrir caminho para encerrar a guerra, iniciada em fevereiro de 2022, com a invasão russa ao território ucraniano.

"Chamamos isso de cessar-fogo… congelar e parar", afirmou o presidente, ao defender a suspensão dos combates como etapa inicial de uma possível negociação.

Zelensky exige participação da Ucrânia nas negociações

O líder ucraniano ressaltou que qualquer tentativa de acordo precisa contar com a participação de Kiev. Ele afirmou que o país está disposto a negociar em diferentes formatos e sobre diversos assuntos, desde que não seja excluído das decisões relacionadas ao próprio território.

"Mas não falem sobre nós sem a nossa presença, por favor", declarou Zelensky.

A manifestação ocorre em meio a movimentações diplomáticas envolvendo representantes dos Estados Unidos e da Rússia, enquanto a possibilidade de retomar negociações sobre o conflito permanece em discussão.

Presidente pede garantias de segurança

Além de defender o congelamento da linha de frente, Zelensky afirmou que um eventual acordo de paz precisa incluir garantias de segurança dos Estados Unidos e de aliados europeus.

Segundo ele, essas medidas seriam necessárias para evitar que a Rússia volte a ocupar territórios ucranianos ou retome os ataques após uma possível trégua.

O presidente também destacou que as garantias ajudariam a população a ter mais segurança diante do risco de uma nova escalada militar.

"Isso permitiria que os ucranianos não tivessem medo de que a ocupação retorne, de que a agressão retorne, de que os assassinatos retornem", afirmou.

Congelamento não define futuro dos territórios

A proposta de interromper os combates nas posições atuais não representa, por si só, um acordo definitivo sobre os territórios ocupados pela Rússia.

As condições para uma eventual trégua, a participação dos envolvidos nas negociações e as garantias de segurança exigidas pela Ucrânia continuam entre os principais pontos a serem discutidos em uma possível tentativa de encerrar a guerra.

Metrópoles


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