A osteoporose é uma doença silenciosa que reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas. Muitas vezes, o paciente não sabe que tem a doença até sofrer a primeira fratura, que pode ser provocada por uma simples queda. O problema se torna ainda mais comum com o envelhecimento da população.
Segundo o ortopedista Luiz Fernando Tikle, é fundamental que o corpo seja investigado para identificar a doença antes que ela cause consequências mais graves.
As fraturas por fragilidade óssea são especialmente frequentes em mulheres, conforme aponta a reportagem produzida em Porto Velho (RO).
O risco aumenta principalmente depois dos 50 anos. Na menopausa, a redução do estrogênio acelera a perda de massa óssea. Mas os homens também podem desenvolver osteoporose, especialmente quando há redução dos níveis de testosterona ou outros fatores de risco. De acordo com especialistas, a doença pode evoluir até que uma vértebra entre em colapso.
Entre os sinais que merecem atenção estão a perda de altura, baixo peso, histórico familiar de fratura de fêmur, menopausa precoce, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Algumas doenças também podem contribuir para o enfraquecimento dos ossos, assim como determinados medicamentos, principalmente os corticoides.
Depois de uma fratura, a investigação pode incluir exames laboratoriais, densitometria óssea e radiografia da coluna toracolombar. Isso porque algumas fraturas podem existir sem que o paciente perceba.
Quando a osteoporose é diagnosticada, o tratamento é definido de acordo com as características e o risco de cada paciente. Existem medicamentos que reduzem a perda óssea e outros que estimulam a formação de osso novo.
Especialistas alertam que os pacientes que sofrem fraturas precisam ser tratados de forma adequada para evitar a fragilidade óssea e suas consequências. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento correto são apontados como essenciais para lidar com a doença.
Samara Santos - Portal SGC