Rondônia

Diário da Amazônia chega aos 33 anos

Nascido em Porto Velho em 1993, o jornal atravessou mudanças tecnológicas e de comportamento do público, mantendo sua atuação na comunicação regional


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Há jornais que nascem para registrar o tempo. Outros acabam registrados por ele. O Diário da Amazônia pertence às duas histórias. Quando chegou às bancas de Porto Velho, Rondônia ainda construía sua trajetória como Estado. A imprensa local também vivia uma mudança: o computador começava a entrar nas redações.

A ideia do novo jornal vinha sendo amadurecida pelo empresário Assis Gurgacz e ganhou forma com o jornalista Emir Sfair, sócio do jornal O Paraná, de Cascavel. A fundação ocorreu em 13 de setembro de 1993, uma data importante para Rondônia, pois marca a data de criação do Território Federal do Guaporé, pelo então presidente Getúlio Vargas, através do Decreto 5.812. No dia seguinte, a primeira edição chegou às bancas com quase 50 páginas e uma manchete: "Nova Força de Rondônia".

O jornal nasceu com tecnologia no centro da operação. A redação reuniu profissionais de diferentes áreas e adotou computadores quando essa ainda era uma novidade nas empresas jornalísticas do Estado. O Diário entrou para a história da imprensa rondoniense como o primeiro jornal informatizado de Rondônia.

A expansão também veio cedo. Ainda em 1993, foi aberta uma sucursal em Ji-Paraná. O material produzido no interior seguia para Porto Velho, onde funcionava o parque gráfico. A circulação alcançou outros municípios e, ao longo dos anos, chegou também a leitores fora de Rondônia. A proposta regional ganhou forma na prática.

Nas páginas do Diário passaram matérias de política, economia, cidades, infraestrutura, segurança e cultura. Em 1999, ao registrar o sexto aniversário, o Senado citou a cobertura de temas como energia elétrica, conservação da BR-364 e a ligação de Rondônia com o Pacífico.


A história do jornal também é feita de pessoas. Entre os nomes ligados à fundação e às primeiras equipes estão Assis Gurgacz, Nair Gurgacz, Acir Gurgacz, Emir Sfair, Valdir Costa e Carlos Sperança. Alguns permaneceram por décadas. Outros seguiram novos caminhos.

Com a internet, outra mudança começou. O papel deixou de ser o único caminho para a notícia. O Diário criou presença digital e passou a distribuir conteúdo pelo site, pela edição eletrônica e por plataformas do Sistema Gurgacz de Comunicação, o SGC. A transformação não eliminou o impresso. As duas formas de leitura passaram a conviver.

Em 2023, a Assembleia Legislativa de Rondônia concedeu Voto de Louvor aos fundadores, diretores, gerentes e colaboradores pelos 30 anos do jornal. Em 2024, ao completar 31 anos, o Diário registrava a edição de número 4.850. Em 2025, chegou aos 32 anos mantendo o impresso e ampliando a distribuição digital regional.

Entre uma banca e um celular, mudou o jeito de consumir notícia. O veículo que começou com quase 50 páginas passou a conviver com telas, aplicativos e leitores conectados. Mudaram as ferramentas, a velocidade e os hábitos do público. Ao completar 33 anos, a história do Diário da Amazônia, iniciada em Porto Velho em 1993, continua ligada às mudanças de Rondônia.

Juel Elias - Diário da Amazônia


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