Plantão de Polícia

Nove anos após crime, policial militar vai a júri por suspeita de mandar matar biólogo em Rondônia

Eduardo Bezerra é acusado de oferecer R$ 1 mil para que Sidnei B. dos Santos assassinasse Ismael Graunkel


Imagem de Capa

Reprodução

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

Quase nove anos após o assassinato do biólogo Ismael Graunkel, a Justiça de Rondônia decidiu que o policial militar reformado Eduardo Bezerra da Cruz e Sidnei Batista dos Santos serão submetidos a júri popular. Eduardo é apontado como mandante do crime, enquanto Sidnei é acusado de executar o homicídio.

O assassinato ocorreu em 3 de agosto de 2017, na zona rural de Espigão d'Oeste (RO). A decisão de pronúncia, que determina que os acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri, foi assinada nesta semana. O Ministério Público denunciou os dois por homicídio qualificado.

Na época do crime, Eduardo era secretário municipal de Saúde de Espigão d'Oeste. Segundo a denúncia, ele teria planejado a morte de Ismael para evitar que o relacionamento extraconjugal entre os dois fosse descoberto pela esposa do acusado e por outras pessoas.

Ainda conforme a acusação, Eduardo procurou Sidnei, que era seu amigo, e ofereceu R$ 1 mil para que ele matasse o biólogo.

Ismael foi atingido por três tiros nas costas durante uma emboscada, enquanto tentava fugir. Testemunhas relataram que o local do homicídio era frequentado pela vítima e por Eduardo para encontros.

Após o crime, os dois foram presos preventivamente e confessaram o envolvimento durante depoimentos na delegacia. Posteriormente, porém, voltaram atrás nas declarações durante a audiência de instrução e alegaram que haviam sido coagidos a confessar.

Ao longo do processo, a prisão preventiva dos acusados foi revogada. Atualmente, ambos aguardam o julgamento em liberdade. A data da sessão do Tribunal do Júri ainda não foi definida.

Defesas devem recorrer

A defesa de Eduardo Bezerra afirma que o acusado é inocente e informou que pretende recorrer da decisão de pronúncia. Os advogados alegam que a sentença não corresponde a uma análise adequada das provas reunidas no processo.

A defesa também ressaltou que a decisão de pronúncia não representa uma condenação e que a presunção de inocência deve ser respeitada durante todas as etapas do processo.

Já os advogados de Sidnei Batista dos Santos disseram respeitar a decisão judicial, mas também discordam da pronúncia e pretendem recorrer. Segundo a defesa, Sidnei sustentou ao longo do processo que agiu em legítima defesa diante de uma agressão que colocava sua integridade física em risco.

Portal SGC


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Plantão de Polícia veja mais
Últimas notícias de Plantão de Polícia veja mais