Ardi Rizal ficou conhecido internacionalmente ainda criança, quando imagens dele fumando aos 2 anos de idade, na Indonésia, chamaram atenção para os riscos do tabagismo infantil. Na época, o menino chegava a consumir dezenas de cigarros por dia e precisou de acompanhamento especializado para enfrentar a dependência.
O primeiro contato com o cigarro aconteceu quando Ardi ainda era muito pequeno. Segundo relatos sobre o caso, ele recebeu um cigarro do próprio pai e, posteriormente, passou a recolher cigarros encontrados no chão. O hábito se tornou frequente e evoluiu para uma dependência.
A situação chegou a preocupar autoridades indonésias, que acompanharam o caso por meio do Ministério do Empoderamento da Mulher e da Proteção Infantil. A família também tentou impedir o acesso da criança ao cigarro, mas enfrentou dificuldades diante da reação de Ardi.
Tratamento e mudança de hábitos
Com o auxílio de profissionais, Ardi passou por um processo de reabilitação para abandonar a nicotina. Durante o tratamento, ele precisou aprender a lidar com a ansiedade e com as dificuldades provocadas pela interrupção do vício.
Outro desafio surgiu após a retirada do cigarro: a alimentação passou a ser uma forma de compensação. O jovem enfrentou episódios de compulsão alimentar e também precisou de acompanhamento especializado para controlar o problema.
Anos depois, aos 18 anos, Ardi apresenta uma rotina bem diferente daquela que marcou sua infância. Ele deixou o cigarro e passou a priorizar hábitos considerados mais saudáveis.
Entre as mudanças está a alimentação, baseada principalmente em peixes e verduras, segundo informações divulgadas sobre sua rotina atual.
A transformação de Ardi também reacendeu o debate sobre os perigos da exposição de crianças ao cigarro e sobre a importância do acompanhamento profissional em casos de dependência.
CNN Brasil