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Vilarejo na Espanha oferece casa e emprego para moradores que querem largar vida urbana

Em meio a paisagens desertas e serviços em declínio, Arenillas lança iniciativa de repovoamento


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Reprodução/Câmara Municipal de Arenillas

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Mais da metade da Espanha vive hoje um fenômeno conhecido como "España vaciada" ou "Espanha esvaziada". Cerca de 58% do território do país é considerado esvaziado: áreas extensas, de baixa densidade populacional, onde a paisagem impressiona, mas falta gente. Montanhas, campos abertos e vilarejos de pedra resistem quase intactos ao tempo, enquanto ruas silenciosas e casas fechadas revelam um outro lado dessa beleza: o abandono.

Regiões como Sória, Teruel e Zamora estão entre as mais afetadas pelo êxodo rural, que levou moradores a buscar emprego e melhores condições de vida nos centros urbanos. Com menos moradores, serviços essenciais deixam de funcionar: escolas fecham, postos de saúde desaparecem e o comércio local perde força. 

É o caso de Arenillas, um vilarejo com cerca de 40 habitantes que decidiu apostar em um convite direto para atrair novos moradores. A proposta é simples, mas chamou atenção: oferecer moradia gratuita e oportunidades de trabalho para quem estiver disposto a trocar a vida urbana pela rotina no campo.

Segundo a imprensa local, o anúncio foi feito em fevereiro pela prefeitura. Entre as condições oferecidas estão uma casa sem custo de aluguel, a gestão de um bar na vila e um emprego como pedreiro. Para famílias com filhos em idade escolar, o pacote inclui transporte gratuito até uma escola em Berlanga de Duero.

O objetivo é atrair pessoas dispostas a se estabelecer de forma definitiva e integrar a comunidade local. A prioridade é para famílias, especialmente aquelas com crianças, que ajudam a manter o funcionamento das escolas, e profissionais com experiência em construção civil, área essencial para a manutenção das estruturas do vilarejo.

A prefeita, Sonia Tobaruela, relatou o volume de interessados após o anúncio: "são mil e-mails de um dia para o outro e já estamos lidando com isso há duas semanas. Na primeira vez recebemos 500 e dissemos 'ok', mas agora recebemos entre 7 mil e 8 mil e-mails".


Terra


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