Divulgação
Um estudo publicado previamente nesta terça-feira (25/3) revelou que o telescópio espacial James Webb pode ter detectado imagens dos buracos negros mais ativos conhecidos operando em um nível quase acima do que os pesquisadores consideravam ser possível.
O telescópio detectou 12 destes corpos, apelidados de "pequenos pontos vermelhos", mas eles estão longe de ser pequenos: os dados mais recentes sugerem que são buracos negros supermassivos em fase de crescimento acelerado.
Esses objetos apresentam gases os orbitando a mais de mil km/s, indicando a presença dos gigantes cósmicos. A ausência de emissões significativas em raios X e ondas de rádio, no entanto, os diferencia de buracos negros ativos convencionais, como o que está no centro da Via Láctea.
Os enigmáticos "pontos vermelhos"
A explicação para o fenômeno está em densas nuvens de gás ionizado que envolvem esses buracos negros. Segundo o estudo, a camada de elétrons livres dos gases absorve radiação de alta energia, permitindo apenas a passagem de luz visível e infravermelha - o que explica a cor observada.
Para brilhar tanto mesmo com essa barreira, os corpos celestes identificados precisam operar no Limite de Eddington, taxa máxima em que ainda conseguem reter matéria antes que a radiação gerada a expulse.
Buracos negros em fase de crescimento
Com massas estimadas entre 10 mil e 1 milhão de sóis, eles são considerados jovens se comparados aos supermassivos maduros. O modelo sugere que estão em processo acelerado de alimentação, dissipando gradualmente o casulo gasoso que os envolve e os impede de emitir raios X. "Estes estão entre os buracos negros supermassivos de menor massa conhecidos no universo", afirma o estudo.
Metrópoles