A Equinor, empresa norueguesa que atua no setor de energia, prepara uma nova etapa de produção de petróleo e gás no Brasil enquanto amplia os investimentos em fontes renováveis. A companhia está se aproximando da marca de 1 gigawatt (GW) de capacidade em geração eólica e solar no país.
No campo de Raia, localizado na Bacia de Campos, a empresa prevê iniciar a produção de petróleo e gás em 2028. A Equinor é operadora do projeto, com participação de 35%, em parceria com a Repsol Sinopec e a Petrobras.
Quando estiver em operação, Raia deverá produzir diariamente cerca de 16 milhões de metros cúbicos de gás natural e 126 mil barris de petróleo. O gás será transportado por um gasoduto de 204 quilômetros, ligando as plataformas marítimas ao terminal de Cabiúnas, no Rio de Janeiro.
Produção de petróleo
Outro destaque da companhia no país é o campo de Bacalhau, na Bacia de Santos, operado em parceria com ExxonMobil e Galp. A produção começou em 2025, após investimentos de aproximadamente US$ 8 bilhões.
A expectativa é que Bacalhau alcance uma produção de 220 mil barris de petróleo por dia até o fim de 2026.
A Equinor também destaca os índices de emissão de carbono de suas operações. Segundo a empresa, cada barril produzido em Bacalhau representa cerca de 9 quilos de CO₂, enquanto em Raia a estimativa é de 6 quilos. A média global mencionada pela companhia é de aproximadamente 17 quilos por barril.
Investimentos em energia renovável
Paralelamente à produção de petróleo e gás, a Equinor amplia sua presença no setor de energias renováveis por meio da Rio Energy, plataforma responsável pelos projetos eólicos e solares.
A marca de 1 GW deverá ser alcançada com a entrada em operação do parque eólico Esquina do Vento, prevista para 2028. O empreendimento terá 51 turbinas e capacidade instalada de 230 MW.
Segundo a empresa, petróleo e gás ainda terão participação relevante no setor energético nas próximas décadas, enquanto a geração renovável deverá ganhar espaço.
Novos projetos
Com cerca de US$ 25 bilhões investidos no Brasil desde o início das operações, a Equinor avalia novos projetos de exploração.
A companhia analisa perfurações nos campos de Jaspe e Itaimbezinho, na Bacia de Campos, além dos blocos S-M-1378 e S-M-1617, na Bacia de Santos.
A empresa também se credenciou para participar das próximas rodadas de partilha e da oferta permanente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), previstas para outubro.
Sobre a Margem Equatorial, a Equinor afirma acompanhar os acontecimentos, mas não indica, neste momento, planos imediatos para adquirir novas áreas.
A companhia também defende estabilidade regulatória e segurança jurídica para investimentos no setor. Entre os pontos citados está a cobrança de 12% sobre exportações de petróleo e gás, cuja regulamentação passou por mudanças recentes.
Segundo a Equinor, alterações nas regras podem aumentar a incerteza e o risco para investimentos de longo prazo.
CNN Brasil