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Oposição faz manifestação na Esplanada durante sessão no STF sobre Moraes

Suprema Corte se reúne nesta terça (15) para analisar relatório da PF sobre a proximidade entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.


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Arthur Bambini - Da CNN Brasil

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A oposição realizou atos em Brasília durante sessão no STF (Supremo Tribunal Federal) que analisa, nesta terça-feira (15), o relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Atos comandados pelo candidato à Presidência da República e ex-governador Romeu Zema (Novo) e a candidata ao senado Bia Kicis (PL-DF) reuniram manifestantes na Praça dos Três Poderes, próximo à sede do Judiciário, na capital. Ambos os candidatos pediram, em discurso, a abertura das investigações a respeito da relação entre o ex-banqueiro e o ministro do STF.

Embalado com gritos de "fora Lula" e "fora Moraes", Zema defendeu que o país precisa conquistar a "independência dos intocáveis", em referência aos ministros da Suprema Corte.

O candidato do partido Novo defendeu que qualquer político que se relacionou com Vorcaro deve ser investigado, incluindo parlamentares e outros ministros do STF.

"Quem não deve, não teme. Que a investigação vá contra Alexandre de Moraes, se for necessário contra Dias Toffoli, Gilmar Mendes e qualquer outro ministro. Precisamos do Brasil acima de todos. Já tivemos impeachment de deputados, de prefeito, de presidente, e que venhamos a ter impeachment de ministro", afirmou.

Já Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado, repetiu as críticas a Moraes e defendeu o afastamento imediato do ministro.

"O que está em jogo é o futuro do nosso país hoje se Alexandre de Moraes não for afastado o que vai acontecer é que toda esperança toda a esperança de um futuro pra nós pros nossos filhos nossos netos será destruída", afirmou.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

CNN Brasil


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