O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) revogou, nesta quarta-feira (12), a prisão preventiva do empresário e influenciador digital Kleverton Pinheiro de Oliveira, conhecido como Kel Ferreti. Condenado por estupro de uma enfermeira em Maceió, ele poderá responder ao processo em liberdade, mas terá de cumprir uma série de medidas cautelares.
Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar a comarca por período superior a 24 horas, o recolhimento domiciliar durante a noite e a obrigação de manter distância da vítima.
Kel Ferreti foi condenado inicialmente a 10 anos de prisão pelo estupro da enfermeira. A defesa recorreu da sentença e conseguiu reduzir a pena para 7 anos e 8 meses, com início do cumprimento em regime semiaberto.
Durante o cumprimento da pena, o influenciador teria descumprido medidas cautelares ao comparecer a shows, conceder entrevistas e alterar o endereço sem autorização. A situação levou à decretação de uma nova prisão.
Em dezembro de 2025, a Câmara Criminal do TJ-AL determinou a prisão de Ferreti. Naquele período, segundo o processo, a vítima chegou a acionar o botão do pânico três vezes enquanto ele estava no regime semiaberto.
Apesar da ordem judicial, o influenciador só se apresentou à Polícia Civil três dias depois, em 21 de dezembro. O mandado foi cumprido pela Seção de Capturas da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco).
Com a decisão mais recente, Kel Ferreti permanece submetido às medidas determinadas pela Justiça enquanto o processo segue seus trâmites.
G1 Alagoas