A Justiça de Las Vegas, nos Estados Unidos, inicia nesta segunda-feira (10) o julgamento de Duane "Keffe D" Davis, de 63 anos, acusado de planejar o assassinato do rapper Tupac Shakur. O crime aconteceu em 1996, há quase 30 anos.
Davis responde por homicídio com uso de arma de fogo e por supostamente ter cometido o crime para promover ou favorecer uma gangue criminosa. Preso desde 2023, ele se declarou inocente.
Segundo a promotoria, Davis não teria efetuado os disparos, mas seria o responsável por coordenar a ação e teria fornecido a arma utilizada no ataque. Os tiros partiram do Cadillac em que ele estava, e Davis é um dos poucos sobreviventes que estavam no veículo naquela noite.
O assassinato de Tupac permaneceu sem solução durante décadas e se tornou um dos casos mais conhecidos da história do hip-hop. Para os promotores, as investigações avançaram após Davis fazer declarações sobre o crime em entrevistas e publicar informações em um livro de memórias.
O julgamento deve durar aproximadamente um mês.
Família também moveu ação judicial
Em abril deste ano, Maurice Shakur, meio-irmão do rapper, entrou com uma ação por homicídio culposo em um tribunal de Los Angeles contra Davis.
Segundo o The New York Times, a família busca uma indenização por danos não especificados e a responsabilização de outros possíveis envolvidos na morte do artista.
No processo, Maurice afirma que parte das pessoas que poderiam estar envolvidas no assassinato já morreu ou nunca foi identificada. A ação também cita novas informações que, segundo a família, podem ajudar a esclarecer a participação de outras pessoas no crime.
Suspeitas sobre possível motivação
Davis já afirmou em depoimentos anteriores que Sean "Diddy" Combs teria oferecido US$ 1 milhão para que Tupac fosse morto. A acusação, no entanto, nunca foi comprovada.
As investigações apontam que o assassinato pode ter sido motivado por uma retaliação após um confronto envolvendo Tupac, Suge Knight e o sobrinho de Davis.
A defesa de Davis continua contestando as acusações. O caso permanece em andamento na Justiça de Nevada.
Jornal do Comércio