Saúde

SGC TV: Calor extremo em Porto Velho: como identificar os sinais de desidratação, exaustão e insolação

Recorde de 37,3°C na capital rondoniense acende alerta para riscos à saúde durante o Verão Amazônico; especialista orienta sobre sintomas e primeiros


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Foto: Reprodução/RedeTV!RO/SGC

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Porto Velho enfrenta um dos períodos mais quentes do ano. Na última segunda-feira, os termômetros da capital rondoniense registraram 37,3°C, a maior temperatura de 2026 até o momento . O recorde foi registrado por volta das 14h pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, o Censipam .

O calor, embora intenso, ainda não superou a marca histórica da cidade. Em 16 de agosto de 1969, Porto Velho registrou 40,9°C, a maior temperatura já documentada na capital .

Em todo o estado, o dia mais quente foi em São Miguel do Guaporé, onde os termômetros chegaram a 38,7°C na mesma data .

Este cenário é típico do chamado "Verão Amazônico" — período que vai de julho a setembro, marcado por temperaturas elevadas e redução significativa no volume de chuvas . Enquanto outras regiões do país vivem o inverno, os estados da Amazônia enfrentam dias mais quentes e secos.

A previsão para os próximos dias mantém o alerta. Nesta quinta-feira, 20 de agosto, a máxima pode chegar a 40°C, com tempo limpo e umidade relativa do ar em torno de 65% . Nas semanas anteriores, a capital já havia registrado picos de 41°C, com umidade inferior a 25% .

Riscos para a saúde

O calor extremo sobrecarrega o organismo. O corpo perde água pela transpiração, respiração e urina. Quando essa perda não é reposta, a desidratação começa. O primeiro sinal é a sede. Mas há outros alertas: boca seca, lábios ressecados e urina escura ou em menor quantidade indicam que a situação já é grave [citation:sonora].

Em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas — como hipertensão e diabetes — os cuidados devem ser redobrados. Muitas vezes, esses grupos não percebem ou não comunicam a necessidade de beber água [citation:sonora].

Se a desidratação avança, surge a exaustão pelo calor. Os sintomas incluem suor intenso, pele fria e úmida, tontura, fraqueza, náusea e cãibras. A pessoa pode sentir que vai desmaiar [citation:sonora].

O estágio mais grave é a insolação. O corpo perde a capacidade de controlar a própria temperatura, que pode ultrapassar os 40 graus internos. Confusão mental, alteração de comportamento, desmaio e convulsões são sinais de emergência. A pele fica quente e seca, sem suor. A respiração e os batimentos cardíacos aceleram. Nessas situações, é necessário atendimento médico imediato [citation:sonora].

O que fazer

Ao perceber os primeiros sinais de exaustão, a orientação é interromper qualquer atividade, levar a pessoa para um local fresco e ventilado e afrouxar as roupas. Compressas úmidas na testa e no pescoço ajudam a reduzir a temperatura corporal. A hidratação deve ser feita com pequenos goles, nunca de uma só vez [citation:sonora].

O médico especialista em urgência e emergência Marcos Berti reforça a importância de repor não apenas água, mas também os sais minerais perdidos com o suor. O soro caseiro é uma opção acessível: um litro de água filtrada ou fervida, duas colheres de sopa de açúcar e uma colher de chá de sal. A mistura deve ser consumida ao longo do dia, aos poucos [citation:sonora].

Se os sintomas persistirem ou houver sinais de insolação, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde ou acionar o Samu.

Para evitar complicações, algumas medidas simples fazem diferença:

  • Hidratação constante: beber água mesmo sem sentir sede
  • Proteção solar: usar protetor solar, boné ou chapéu
  • Roupas adequadas: preferir tecidos leves e cores claras
  • Horários de exposição: evitar sair entre 10h e 16h, horário de sol mais forte
  • Pausas: para quem trabalha exposto ao sol, intervalos regulares em locais sombreados

A previsão para os próximos meses indica que a situação pode se agravar. Projeções meteorológicas apontam aumento de 30% a 80% nos focos de calor na Amazônia durante o pico da estiagem, com temperaturas que podem chegar a 46°C . A Prefeitura de Porto Velho já reforçou as ações de prevenção e combate a queimadas para minimizar os impactos à saúde da população.

Natália Figueiredo - Portal SGC

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