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PSol aciona PF e PGR para investigar se Vorcaro usou menores em festas

Deputados do PSol pedem que PGR e PF apurem se "agência" de Daniel Vorcaro para trazer mulheres ao Brasil usou menores de idade


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@TVLIDE/Youtube/Reprodução

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Parlamentares do PSol acionaram a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que os órgãos investiguem quem eram as mulheres "agenciadas" pelo banqueiro Daniel Vorcaro para festas sexuais.

Os pedidos são baseados em reportagens do jornal Folha de S. Paulo e dos portais Uol e PlatôBR que revelaram que Vorcaro mantinha uma estrutura para recrutar mulheres de diversos países para participar de festas de cunho sexual.

Os requerimentos com pedidos de investigação à PF e à PGR foram apresentados pela deputada federal Luciene Cavalcante e pelo deputado estadual Carlos Giannazi. Os dois parlamentares são filiados ao PSol de São Paulo,.

Os deputados pedem que a PF e a PGR apurem se os fatos narrados configuram crimes como exploração sexual, rufianismo, tráfico de pessoas e exploração sexual de adolescentes, entre outros delitos contra pessoas vulneráveis.

Nos pedidos, Cavalcante e Giannazi citam ainda trechos de conversas nas quais os envolvidos demonstravam preferência por mulheres jovens, além de mensagens sobre o deslocamento de estrangeiras para festas de cunho sexual.

"Quando surgem esses elementos, deixa-se de estar apenas diante da relação individual entre uma profissional do sexo adulta e quem contrata seus serviços. Passa a existir uma estrutura de intermediação cuja natureza precisa ser apurada, inclusive para verificar se terceiros obtinham vantagem econômica sobre a prostituição alheia, se havia mecanismos de dependência ou controle, se todas as mulheres eram efetivamente maiores de idade e se o recrutamento e deslocamento de estrangeiras apresentavam elementos compatíveis com tráfico de pessoas para exploração sexual", afirmam os parlamentares.

Os deputados também pedem a realização de diligências para viabilizar "a apuração individualizada de eventual tráfico de pessoas, exploração sexual de adolescentes, favorecimento da prostituição e crimes conexos".

Agência de prostituição

Reportagem do UOL publicada na terça-feira (13/10) revelou que Vorcaro seria sócio oculto de uma agência de prostituição que, inclusive, teria recrutado estrangeiras para vir ao Brasil, entre elas refugiadas ucranianas.

Nas mensagens obtidas pela reportagem, o dono do Banco Master demonstra predileção por estrangeiras. Além de participar da escolha das mulheres, Vorcaro também teria atuado diretamente no negócio, tomando decisões e realizando investimentos.

Segundo o UOL, a PF abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades no agenciamento de estrangeiras. No Brasil, a prostituição não é crime, mas o rufianismo — caracterizado pela obtenção de proveito da prostituição alheia — pode ser punido com pena de um a quatro anos de reclusão.


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