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Vice-presidente do PT critica campanha de Benedita e chama derrota ao Senado de "óbvia"

Washington Quaquá afirmou que a petista adotou uma estratégia voltada apenas à esquerda e defendeu alianças do partido com o centro


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O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, classificou como "óbvia" a derrota de Benedita da Silva (PT) na disputa por uma das vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Em entrevista ao Metrópoles, Quaquá afirmou que a estratégia adotada pela candidata, segundo ele, ficou concentrada no eleitorado de esquerda e não buscou ampliar alianças políticas.

"A Benedita resolveu fazer uma campanha só de esquerda, só pra esquerda, com suplências dela sem abrir e sem ampliar. O PT está desaprendendo que a gente só ganha eleições e governa o país em uma aliança sólida com o centro. A derrota, na minha opinião, era óbvia", declarou.

Para o dirigente petista, um dos erros da campanha foi a escolha do primeiro suplente. Quaquá avaliou que Benedita poderia ter obtido um resultado diferente caso Luciano Vieira, do PSDB, tivesse ocupado a posição.

"Era uma eleição que podia ser ganha, mas, por erros da condução da campanha dela, que resolveu colocar um assessor de primeiro suplente, ela perdeu", afirmou.

Quaquá também defendeu que a esquerda amplie suas alianças eleitorais e busque aproximar o centro. "A grande vocação da esquerda é comandar um bloco que leve o centro junto. Por isso, ela foi derrotada", disse.

Divergências na composição da chapa

As críticas de Quaquá ocorrem após divergências envolvendo a formação da chapa de Benedita. O vice-presidente do PT havia questionado publicamente os nomes indicados para as vagas de suplente ao Senado, alegando diferenças em relação ao perfil dos escolhidos.

Benedita, por outro lado, defendeu sua autonomia para definir a composição da própria candidatura. Durante o impasse, Quaquá chegou a comunicar em grupos internos do partido que retiraria seu apoio à petista e apoiaria outros candidatos ao Senado no estado.

Nas eleições de 2026, Benedita recebeu 3.220.765 votos, correspondentes a 20,22% dos votos válidos, e terminou a disputa na terceira colocação.

O Rio de Janeiro elegeu dois senadores. As vagas ficaram com Carlos Portinho (PL), que obteve 4.264.932 votos (26,77%), e Carlos Jordy (PL), com 3.912.405 votos (24,56%).

Metrópoles


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