A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a morte de Alejandro Cruz dos Santos, de 17 anos, baleado durante uma ocorrência policial na terça-feira (3), no bairro Sítio, em Quissamã, no Norte Fluminense do Rio de Janeiro.
O adolescente foi levado para o Hospital Público de Macaé após a ocorrência e permaneceu internado até a madrugada de quinta-feira (6), quando morreu. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Macaé e liberado para o sepultamento no mesmo dia.
Exames médicos confirmaram que Alejandro foi atingido por um disparo de arma de fogo. A investigação pretende esclarecer em quais circunstâncias o adolescente foi baleado durante a perseguição e também apurar a conduta dos policiais militares que participaram da ação.
O que dizem os policiais
Em nota, a Polícia Militar afirmou que os agentes perceberam que Alejandro teria levado a mão à cintura e apresentado um comportamento que, segundo os policiais, indicava a possibilidade de sacar uma arma.
Após a ocorrência, moradores da região se revoltaram e um tumulto foi registrado no local.
Segundo o delegado Raul Morgado, Alejandro era apontado como gerente do tráfico de drogas na localidade. Ainda de acordo com a autoridade policial, havia um mandado de prisão contra o adolescente por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
O delegado também afirmou que o jovem possuía registros anteriores relacionados a crimes como tortura e roubo.
A Polícia Militar foi procurada para comentar a abertura do inquérito que apura a atuação dos agentes envolvidos na ocorrência. Até a última atualização, a corporação não havia respondido.
G1 Rio de Janeiro